A CEO inovadora: como liderar a inovação de lá do topo, sem perder a mão da equipe

Nos dias de hoje, uma CEO que deseja ser um líder completo - capaz de levar a inovação para todas as camadas da empresa, mas sem descuidar das características mais humanas que um comandante precisa ter para conquistar a admiração e a empatia dos liderados - deve colocar em prática algumas estratégias para criar um ambiente em que os funcionários se sintam livres para perseguir suas ideias e onde a inovação seja bem-vinda e incentivada, em vez de morrer antes de sair do papel.


O executivo Phil McKinney, que foi CTO da Hewlett Packard e CEO da CableLabs, comenta o caso de sucesso da United Airlines, uma das companhias mais desafiadoras em operação atualmente, cujo CEO recém-empossado, Oscar Munoz, é um ponto fora da curva entre os líderes tradicionais, que se escondem em um escritório aconchegante e dirigem a empresa por detrás de uma mesa.


Vestindo um colete da empresa, Munoz caminha em meio aos outros colaboradores com uma postura que o aproxima e faz com que ganhe o respeito das pessoas que ele espera que o ajudem na operação da empresa: justamente os funcionários, de todos os níveis. Ele está mostrando, na prática, que a liderança eficaz e que estimula a mudança incide em abrir as linhas de comunicação de cima para baixo.


Existem casos onde os colaboradores tremem quando passam pela CEO no corredor, o que faz com que as possibilidades de se obter inovação para a empresa sejam praticamente esmagadas. As CEOs que governam seus funcionários com punho de ferro podem esperar resultados pífios, implicações criminais, absenteísmo excessivo e falta de comunicação em todos os níveis.


Uma CEO de sucesso reserva tempo para ouvir o feedback daqueles que são afetados por suas decisões. Cria maneiras convenientes e seguras para os funcionários expressarem preocupações e levantarem objeções válidas às questões do local de trabalho.


Jonathan Jeffery, executivo colaborador da rede de liderança empreendedora do Entrepreuner.com, comenta que uma maior conscientização está varrendo o mundo dos negócios atual. Ele acredita cita Deepak Chopra, autor best seller e um dos líderes mundiais mais conscientes. Chopra orienta que líderes corporativos, mais do que se concentrar apenas em construir um negócio, direcionem seu foco para edificar relacionamentos significativos, que perderam seu valor em nome da modernização, mas que estão novamente se tornando a moeda de nossa era.


John Gerzema e Will Johnson, co-CEOs na The Harris Poll desde 2017, contam para a Harvard Business Review que acreditam que o arquétipo da CEO onipotente - comandante solitário no topo da pirâmide corporativa - é cada vez mais uma relíquia do século passado.


E, mesmo que existam ainda algumas exceções notáveis que ainda preferem fazer a gestão de maneira solo e concentrar o poder -, para a maioria dos mortais, é muito difícil comandar tudo sozinho (conforme mostra uma pesquisa da American Psychological Association).


O novo mundo dos negócios tornou as habilidades sociais não tradicionais aditivos essenciais para a liderança. Para escrever o livro The Athena Doctrine, Gerzema e Johnson pesquisaram 64 mil pessoas em 13 países e descobriram que empatia, abnegação, colaboração, expressividade, flexibilidade e paciência estão entre as características mais relacionadas ao líder moderno ideal, em contraponto a fatores como independência, agressividade, determinação e controle, mais ligados a líderes tradicionais.


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