#Elavence Perfil: do zero aos milhões

Atualizado: Mar 16

Danielle Melo começou a empreender há dois anos no quintal de casa. Junto do marido, expandiu o negócio, contratou funcionários, gerou oportunidades para outras pessoas empreenderem e já fatura R$ 8 milhões


DA REDAÇÃO DO ELAV - Quem vê hoje a atacadista Sofia de t-shirts personalizadas e com um faturamento anual de cerca de R$ 8 milhões não imagina que há dois anos a empresa começava a ser estruturada no quintal da casa de Danielle Melo, 23, em Santa Cruz do Capibaribe, Pernambuco.


Ao lado do marido, Alyson Simplicio, Danielle começou a empreender com a intenção de vender roupas para o atacado, vocação principal da cidade de quase 100 mil habitantes, mas que se consolidou como um dos principais polos têxteis do país. Mas a ideia envolveu sobretudo sair do mar vermelho de concorrência para trabalhar com peças que tivessem algum diferencial para se destacarem no mercado. Assim surgiu a ideia de confeccionar as camisetas personalizadas - que hoje além de registrar faturamento expressivo, também gera oportunidade para mais de 7 mil pessoas, a maioria mulheres revendedoras de peças.


A dupla já tinha experiência em vendas, pois antes de iniciarem a própria empresa, tinham uma sociedade junto com a mãe de Danielle. Porém, mesmo com a experiência, não fizeram um bom planejamento, na primeira venda de todas as peças que tinham inicialmente, não usaram o dinheiro para investir na empresa e contaram com a ajuda da antiga sócia, que forneceu 240 novas peças para que recomeçassem.

Empreendedora à frente da atacadista Sofia, Danielle Melo também é modelo da rede

Com a nova leva das roupas, fizeram diferente, planejaram e investiram na empresa. Todo o processo era realizado no quintal da casa e começaram a receber muitos pedidos, chegaram a virar noites trabalhando para dar conta de tanta encomenda.


Foi então que perceberam que precisavam de mais braços e contrataram o primeiro funcionário. Com mais uma pessoa na equipe, conquistaram novos clientes e em pouco tempo o time foi crescendo, inclusive alugaram uma garagem que ficou pequena muito rápido e precisaram se adaptar em um local maior.


A comunicação digital via WhatsApp trouxe outro diferencial aos negócios, especialmente mudando um pouco a lógica do consumo presencial nas feiras de roupas da região, modelo tão desafiado durante a pandemia. O fato de estarem em um ambiente digital fez toda a diferença para o negócio durante o início da pandemia, pois tiveram uma demanda maior e foi neste momento que implantaram o site da empresa.


A estratégia deu certo. A automatização no processo de vendas e registro de pedidos trouxe retorno de faturamento de 500%. As vendas são liberadas para todo o Brasil, com público maior no estado do Piauí. A última atualização realizada no ano de 2020 contabilizou 14 mil vendas, a partir desse dado, 50% são de vendas recorrentes, e a outra metade de novas compradoras.


Impacto socioeconômico


Uma das motivações do casal empreendedor é ajudar a transformar a vida de outras mulheres com as vendas das T-Shirts, inclusive fizeram uma ação no Instagram com intuito de ajudar alguém a começar o próprio negócio. A pessoa teria que comentar contando a sua história e o escolhido ganharia 30 peças para dar início às vendas.


“Foram mais de 300 comentários com histórias incríveis, mulheres que realmente estavam passando por uma crise financeira em 2020 e viram uma oportunidade para sair da crise. Muitas saíram até da depressão. Isso me deixou bem impactada com o que podemos proporcionar na vida de outras pessoas, me deixa muito feliz”, diz.


Muitas clientes começaram adquirindo apenas 10 peças, hoje já compram 100 de uma única vez, algumas relatam que não é mais uma renda extra, mas que possibilitou realizarem a escolha de não trabalhar em empregos fixos e seguir empreendendo. O "bico" virou ocupação principal e a satisfação de empoderar outras famílias e mulheres para o casal é uma das grandes conquistas da marca.


Dupla jornada


A empresa carrega o nome da filha do casal, Sofia. A dupla jornada foi bem desafiadora para Danielle, especialmente para conseguir conciliar as tarefas da empresa e os cuidados com a filha com apenas 7 meses de vida. Toda a operação administrativa é realizada por ela, enquanto a parte criativa e outras funções de produção são divididas com o marido, designer gráfico.


“A gente tinha que se dividir para dar atenção a ela, uma bebê, e cuidar de todo processo da fábrica, foi bem difícil no começo, a gente teve que pedir ajuda aos nossos pais e fomos superando isso. Foi quando a gente começou a contratar o pessoal para nos ajudar, porque não estávamos mais dando conta”, relembra.


A pandemia não foi um problema no quesito vendas online, mas foi desafiador manter funcionários na operação da fábrica. Conseguiram se manter um mês com a reserva que tinham da empresa, depois, começaram a operar com horários reduzidos.

.

“Durante a pandemia, prezamos em manter nossos funcionários, sabemos que eles dependem do nosso trabalho. Tivemos de fazer escolhas, adiar boletos de tecidos e de mercadorias para manter todo mundo”, diz.


Atualmente a empresa possui cerca de 25 funcionários diretos e 130 terceirizados que atuam nas confecções. A atacadista Sofia já possui lojas físicas, mas os planos são abrir franquias da marca. O principal plano de Danielle é focar na expansão e chegar a todos os estados do Brasil.



326 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Feito por mulheres
para o crescimento

de mulheres

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Instagram
  • YouTube

#ElaVence feito de 🖤 por Camila Farani.