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Atualizado: Set 29

A produtora de cinema, Clarissa Millford, criou a Academia de Tiktokers após paralisação das atividades de sua empresa, Remo Assessoria, devido à pandemia global.


DA REDAÇÃO ELAV - Millford é produtora audiovisual, formada em cinema e administração, e fundou a Academia de Tiktokers no auge da pandemia para capacitar alunos para usarem o TikTok como uma ferramenta de divulgação dos seus produtos, serviços ou até mesmo aumentar sua autoridade digital. Diego Davoli, seu sócio nesta empreitada, é especialista em algorítmo e indica maneiras de usar o sistema da plataforma a seu favor.


Entre os estudantes da Academia, há uma ampla gama de empreendedores que aprendem a manusear a plataforma, como donos de e-commerces, médicos, nutricionistas e contadores. Embora o foco não seja os influenciadores, uma parcela desse grupo também integra os alunos da instituição.


Sua história com o empreendedorismo começa um pouco antes de Clarissa criar a sua Edtech, Academia de Tiktokers, com a origem da Remo Assessoria, localizada no sul do Brasil. A Remo era uma empresa responsável por todo o levantamento de um projeto audiovisual (desde o seu início, sabendo como os projetos iriam acontecer, qual seria o seu orçamento, contratos, até chegar nas janelas de distribuição que esse contrato viria a atingir, seja ele em canal aberto, fechado ou streaming). Acontece que a agilidade com que a Remo fazia todo este processo permitiu que a empresa se tornasse conhecida em seu segmento e apresentasse um diferencial competitivo de mercado.


A título de curiosidade, no sul, Clarissa conta que havia uma tradição no estado onde várias produtoras audiovisuais eram formadas por diretores e roteiristas locais, sem apresentar um papel de execução. Então, quando ela abriu a sua produtora, em 2009, foi fácil para construir parcerias no mercado, justamente porque faltava este profissional qualificado para tocar os projetos adiante. Foi então que a cineasta descobriu que não era somente no sul que havia tal carência. Com esta percepção, sua produtora expandiu os seus serviços e atividades pela Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, entre outros estados do país.


Remo Assessoria do início ao fim


A produtora Remo emplacou séries como ‘Necrópolis', 'Alce e Alice' e 'Horizonte B’, na plataforma de streaming mais queridinha do mundo: a Netflix. Assim, a produtora começou a se especializar nessas parcerias focadas em projetos de séries para plataformas de streaming, no segmento de comédia. “A comédia é um produto muito difícil de ser exportado. A comédia britânica nem sempre é reconhecida no Brasil e a comédia do Brasil não é entendida lá. Então é um produto escasso. Por isso, nós começamos a apostar em projetos de comédia e tivemos sucesso nas vendas também. Pois era um segmento com menos concorrência e um nicho de mercado que precisava daquela demanda e a gente sempre tinha um produto para oferecer”, lembra a fundadora da Remo Assessoria.


Quando surgiu a pandemia, a Remo tinha 16 projetos em andamento, mas não conseguiu gravá-los por conta de todas as exigências da crise sanitária mundial (desde limpeza do ambiente, troca de máscaras constantes, trocas de equipamentos de proteção, EPI, teste de COVID-19 para uma equipe de 80 pessoas).


O mundo havia mudado e precisava de novos hábitos de higiene e precaução para tocar a vida adiante. O mesmo aconteceu com as exigências das gravações, com a adição de custos elevados para a produtora adaptar-se ao novo normal, mas sem alterar o orçamento inicial de cada projeto.


O momento trouxe um desespero para a vida da produtora Remo e seus colaboradores. Clarissa se viu diante de uma fase que não sabia para onde correr. Até que percebeu uma demanda recorrente de mulheres que gostariam de se posicionar como empreendedoras no Instagram e TikTok. “Para o empreendedor, o Instagram e o Tik Tok se tornaram essenciais na vida de seus negócios. Esses canais de comunicação ficaram muito fortalecidos no decorrer da pandemia. Então, esses empreendedores viram a necessidade de começar a fazer vídeos dentro dessas plataformas e eu comecei a me questionar: será que vou virar mentora para essas pessoas que desejam fazer vídeos nas redes sociais?”, conta Millford.


O questionamento sobre a mudança de rota na vida profissional da cineasta se tornou uma constante dúvida dentro da sua cabeça. Clarissa, que era acostumada a atender empresas (CNPJ, como ela chama), nunca tinha vivido uma experiência de prestar serviços para pessoas (CPF, como ela chama). E esse novo rumo que sua história estava traçando deixou muitas dúvidas em sua cabeça.



A gênese da Academia de Tiktokers


Entretanto, como todo bom empreendedor e empreendedora, Millford não se deixou desanimar pelos seus questionamentos e medos e aceitou os desafios que surgiram no meio da adversidade causada pela pandemia.


Mesmo nunca tendo utilizado a plataforma com objetivos profissionais, ela começou a estudar e usar o app com este intuito, fazendo vídeos próprios.


Duas ou três semanas depois de Clarissa experimentar o app, o Tik Tok entrou em contato para fazer um convite especial: ser uma das criadoras de conteúdo oficiais do aplicativo.


Millford aceitou o desafio e decidiu pivotar em seu negócio, mudando a direção do seu trajeto, mas mantendo a mesma base que já existia. E foi assim que surgiu a proposta da Academia de Tiktokers.


Participar do programa de criadores de conteúdo do TikTok proporcionou à Clarissa uma série de benefícios e vantagens dentro da plataforma. Foi, então, que ela decidiu usar essa vantagem para ser um diferencial competitivo de mercado e criar um produto final: a Academia de Tiktokers. “A ideia da Academia é ensinar o desenvolvimento de vídeos curtos, com menos de um minuto, para negócios. Nós focamos muito em pequenas empresas ou trabalhadores liberais por sentir que poderíamos trazer mais resultados para eles. Atender esse público foi uma construção natural, semana a semana”, explica Millford.


Apesar de ter pouco mais de um ano de vida - os primeiros passos foram em julho de 2020-, a escola online já conquistou resultados significativos. Foram 976 alunos e faturamento de R$ 125 mil apenas nos seis últimos meses de 2020. A maioria dos estudantes tem acima de 30 anos.


Dicas de comportamento no TikTok


Diante desse cenário, a CEO da Academia de Tiktokers aponta 3 dicas de comportamento dentro da plataforma que ajuda mulheres que querem iniciar o seu projeto e divulgar os seus produtos e serviços dentro do app.


1. Vença a barreira da vergonha e receio do julgamento

“Hoje eu percebo que mulheres maravilhosas com conteúdo incrível têm um bloqueio de se expor no vídeo. A ferramenta de vídeo ainda é um impeditivo para essas mulheres. Por isso eu digo a todas elas para começarem a fazer vídeos e conseguir desenvolver essa habilidade para externalizar o seu potencial”, ressalta Clarissa.


2. Conheça o seu público

Segundo Millford, hoje o TikTok tem um público muito diverso e com certeza o seu público, seja ele de qualquer segmento, está lá na plataforma.


3. Priorize os vídeos curtos

“As pessoas estão acostumadas a uma linguagem de stories ou a linguagem do Youtube, que não é uma linguagem de vídeo curto. Eu indico ao meu público para ele desenvolver essa prática de síntese e ensinar algo para o seu nicho em apenas 15 segundos porque os vídeos mais curtos têm chances de viralizar mais. Além disso, para quem está começando é muito mais fácil fazer um vídeo de 15 segundos”, aponta a empreendedora.


Desde que a Academia de Tiktokers começou, ela passou por muitas mudanças, até porque o mercado está em constante transformação. E a capacidade de adaptação às mudanças é essencial para o mundo dos negócios, acompanhado de muita resiliência e persistência.


Hoje a Academia é uma escola que ensina a potência do microvideo que pode ser utilizada em diversas plataformas como TikTok, Instagram, Kwai, Youtube Shorts, Snapchat, entre outras que virão. O vídeo é uma peça de mídia que está cada vez mais em alta e que não vai mudar pelos próximos 10 ou 15 anos mesmo com a introdução de uma realidade virtual aumentada, o segmento segue em evolução. “O meu propósito é fazer com que as empreendedoras dominem as habilidades de produzir um bom vídeo e que consigam falar, se expressar, e engajar o seu conteúdo”, acrescenta Clarissa Millford.


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