#Elavence Perfil - Muay Thai e empreendedorismo: Moda Fight Wear

Atualizado: Jul 2

Vgarbe é uma empresa que vende shorts de Muay Thai e foi fundada por Vanessa Becker Garcez a partir da sua própria necessidade de encontrar um produto com qualidade e valor acessível.


DA REDAÇÃO DO ELAV - Treinar e lutar Muay Thai, tinha como objetivo ter uma qualidade de vida e se manter saudável, mas na realidade foi a porta de entrada da ex-estudante de psicologia para o mundo do empreendedorismo. Vanessa Becker Garcez, 31 anos moradora da cidade de Fortaleza - CE, iniciou sua empresa no mercado de roupas de luta em 2015, lidou com a queda das vendas durante a pandemia e se reergueu adicionando outros produtos na loja e atualmente está na expectativa de faturar, pela primeira vez, em torno de R$50.000,00.


Durante a formatura do Muay Thai, Vanessa procurou por um short, das opções que sua professora havia lhe mostrado, nenhum agradou, achava que não vestiam muito bem ou o valor não era acessível. O pai já havia falecido e a mãe não podia arcar com a compra, então começou a fazer pesquisas na internet até que encontrou em um site de marketplace um modelo que chamou a atenção e o preço estava de acordo com o que podia pagar.


Vanessa foi além de comprar somente o que precisava, se perguntou porque não investia na venda de shorts e enviou uma mensagem para o vendedor perguntando se ela não poderia revender os shorts. Marcaram de se encontrar, inclusive por coincidência, moravam um perto do outro e conversaram sobre a proposta na calçada de casa. Após uma hora, Vanessa foi surpreendida com o retorno da pessoa com alguns shorts, disponibilizando para que revendesse. Não tinha um real no bolso, apenas a garantia da palavra de que retiraria sua parte na venda e se não vendesse devolveria a mercadoria.

“Eu comecei a vender muito, porque eu sempre gostei de vender, desde pequena que eu sou assim, aprendi com meu pai”, relembra.


Os próximos passos eram estar nas redes sociais, por isso criou uma conta no Instagram, acreditava que venderia mais e logo em seguida pensou em criar uma marca com seu nome e nasceu a Vgarbe. A letra “V” representa Vanessa, “Gar” de Garcez e “Be” Becker.


Em apenas seis meses já possuía mais de 2.000 seguidores em sua conta e começou a pesquisar sobre como produzir os próprios shorts para que as peças carregassem a marca. Para juntar dinheiro e conquistar sua independência financeira participava de feirinhas aos finais de semana, que são comuns na cidade. E buscou por costureiras na cidade, que tivessem habilidade em costuras que o short de Muay Thai pedia.


A primeira produção foram ao todo 36 shorts que foram vendidos em menos de vinte quatro horas para um grupo de meninas na cidade de Maceió que já conhecia o trabalho da Vgarbe e que desde então vem produzindo as próprias peças e vendendo para todo Brasil.


“Hoje eu tenho clientes que são fãs da marca, que dizem que precisam ter um Vgarbe. A gente foca muito na qualidade e no design, a gente não economiza para produzir um short, pois o foco sempre foi a qualidade e as pessoas amam os modelos”, conta.


Com a pandemia causada pela Covid-19, as vendas caíram, pessoas começaram a se exercitar em casa e não buscavam tanto por shorts. “ No começo foi um baque, a pandemia chegou e tudo é fechado e ninguém sabia o que fazer, principalmente indústria, não tinha produção, a gente produzia mil shorts por mês, passamos a fabricar e vender apenas trinta. Diminuiu muito, eu tinha uma fábrica e tive que fechar e foi muito difícil aceitar que seu sonho tinha acabado ali, mas eu não me dei por vencida e fiquei pensando o que poderia fazer”, relembra.


Vanessa começou a fazer pesquisas, observar concorrentes e identificou que as pessoas estavam treinando em casa e com apenas R$250,00, que haviam lhe restado, investiu em colchonetes e em duas semanas já havia faturado R$2.200,00. Para realizar as vendas voltou ao início da história e inseriu os produtos em aplicativos de marketplace e criou uma outra conta no Instagram somente para os produtos que além dos colchonetes, eram cordas, luvas e acessórios para treino em casa.


“A gente conseguiu se reinventar, crescer, contratei uma agência de marketing e temos um site que era o meu sonho, um e-commerce, e temos uma equipe de performance, estamos crescendo, aumentando a produção e contratando funcionário”, conta.


Empreender é difícil, precisa de determinação, empenho e disciplina. Para Vanessa, não foi diferente, a falta de dinheiro foi um problema, mas não um empecilho para continuar. Empréstimo com o banco, não conseguiu, mas tem amigos que a ajudaram e principalmente a sócia Natielly Domingos, 27 anos, que vendeu o carro para investir no negócio e hoje possui 30% da empresa. Apesar de vender para todo país, a maior parte dos compradores estão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.


Para o futuro o sonho é alto, deseja que a empresa cresça e seja a maior do Brasil no ramo. “Para mim não tem como não dar certo, eu dedico minha vida nisso e a partir disso que eu vou conquistar tudo que eu sonhei, está crescendo cada vez mais e daqui alguns anos ela estará maior e eu vou poder proporcionar uma vida melhor para família", diz.


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