#Elavence Perfil – No meio do caminho tinha uma pandemia...

Atualizado: Jan 7

Elisangela Ferreira pediu demissão em dezembro de 2019 para empreender. Em fevereiro de 2020, inaugurou o curso que tanto queria, mas com a pandemia, precisou fechar as portas e se reorganizar

DA REDAÇÃO ELAV – Por muito tempo Elisangela Ferreira trabalhou na área da educação, mas sempre admirou empreendedores e o empreendedorismo. A habilidade em gerir, desenvolver novos negócios, a possibilidade de empregar e promover o desenvolvimento econômico de outros profissionais eram algumas das atribuições mais admiradas por ela.

Em 2013, quando conheceu o marido, que também atuava na área da educação, em uma das instituições para qual trabalhou, as vontades de ter o próprio negócio se somaram. Por outro lado, os riscos do voo solo ainda assustavam.


"Eu via o empreededorismo com uma coisa difícil de alcançar devido às dificuldades e burocracias para realizar um projeto, algo que infelizmente ainda existe muito", recorda.


Foi então que em 2019, após anos de preparação e amadurecimento da ideia, Elisangela, o marido e mais um sócio resolveram se unir e planejar a própria escola focada em aulas com cursos preparatórios. A decisão não foi das mais fáceis, especialmente porque ela estava trabalhando na área comercial de uma instituição, era uma das melhores vendedoras, batia as metas e estava em um bom momento profissional.

O marido empolgado comprou uma lousa e disse que começaria nem que fosse em uma sala com apenas poucas cadeiras. Elisangela decidiu pedir demissão e começou a embarcar no tão sonhado - mas temido por ela - mundo do empreendedorismo. "Começamos do zero apenas com um quadro e 3 cadeiras, e alugando uma sala que nem tínhamos como pagar somente contando com matrículas", diz.

Planos interrompidos

Em fevereiro de 2020, o grupo inaugurava o Avante Preparatório no bairro da Paciência, na zona oeste do Rio de Janeiro, com cursos pré-vestibulares, para concursos públicos e reforços escolares. Tudo indicava uma curva ascendente para os negócios, com as vendas e matrículas crescendo especialmente impulsionadas pela sazonalidade característica do segmento educacional. Até mesmo o planejamento para melhorar a estrutura do local onde os cursos eram realizados já estava em pauta.

Apenas um mês após a abertura, porém, veio o balde de água gelada. Com o avanço da pandemia de Coronavírus, autoridades locais determinaram a suspensão das atividades em instituições do gênero e, com isso, a escola de Elisângela fechou as portas.

“A plataforma online não era opção porque nem sequer tinha dado tempo de estruturar o presencial", diz.

Uma pausa para repensar

Durante a pandemia, não foram poucas as dificuldades - especialmente considerando o início do negócio no final de fevereiro. "Tive que negociar o aluguel para pagar somente metade nesse período", relembra.

E mesmo diante da incerteza e do tempo indeterminado pelo qual provavelmente a escola ainda passaria fechada, existiam algumas alternativas para os sócios. Mas para Elisângela, desistir não era opção.

Elisângela conta que já assistia o Shark Tank Brasil mesmo antes de empreender e tinha na empreendedora e investidora Camila Farani uma grande referência. "(Admiro) a forma como ela passa segurança, credibilidade, o conhecimento em vários setores, apoiando as mulheres. Desde então comecei a pesquisar mais sobre a carreira dela e como ela mostrou diferencial para alavancar seu negócio”, diz.

A pausa nas atividades do curso serviram para que Elisângela também buscasse mais conhecimento. Soube pelas redes sociais sobre o Desafio CF7, de educação empreendedora da shark brasileira e topou acompanhar para extrair ao máximo conhecimentos de negócios, para colocá-los em prática assim que possível.

"O desafio CF7 me ajudou demais nesse período de isolamento e portas fechadas. Aproveitei esse tempo para estudar e aprender com mentores que tinham realmente algo a acrescentar. (As aulas) me ajudaram e passei os ensinamentos adiante para meu esposo e sócio, principalmente as lições sobre não desistir. Tenho todo material e aplico sempre que preciso", afirma.

Nova fase

Após o afrouxamento das restrições no município em virtude do Covid-19, o curso pode reabrir, seguindo um rigoroso protocolo de segurança. Um dos maiores desafios, no entanto, permanece em conquistar novas matrículas para as atividades presenciais.

Incentivada pelos novos insights de negócios trazidos com os cursos durante a pandemia, Elisângela e os sócios estão trabalhando no desenvolvimento de uma plataforma on-line para oferecer o modelo híbrido, com atividades remotas e como alternativa às presenciais.

No #ELAV, Elisângela encontrou o combustível para persistir e acredita que sua história de determinação possa também motivar outras mulheres a seguir, ainda que isso signifique repensar o negócio em virtude de dificuldades como essas que ela enfrentou.

“Espero que assim como eu, elas não desistam jamais do seu projeto, mesmo quando outros dizem que não vai dar certo, que estão perdendo tempo. (...) Meu projeto de vida é realmente que o curso Avante tenha notoriedade no mercado, que cresça e apareça cada vez mais. Trabalho bastante para isso acontecer. Estamos saindo dessa situação mais fortes e seremos vitoriosos", resume.

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