#Elavence Perfil - Para ela, desistir não foi opção

Conheça a história da Sabrina, que após o falecimento do pai, assumiu a empresa sem ter conhecimento técnico sobre o produto e decidiu seguir em frente após ver uma publicação nas redes sociais.


DA REDAÇÃO DO ELAV - Começar uma empresa do zero já é um grande desafio, agora, imagina ter que gerenciar um negócio que já está no mercado há algum tempo, mas você não tem domínio algum sobre o produto ou serviço.


Sabrina Diniz, 41 anos, está vivendo este processo. Seu pai, o senhor Célio Campos Diniz, sempre sonhou em ter o próprio negócio, e abriu a Eletricel, porém em 2020, sendo mais uma vítima da Covid-19, faleceu. A empresa ficou sob a responsabilidade dos filhos, mas o irmão de Sabrina desistiu de gerenciar o negócio e ela tomou a frente. Só tinha um problema: como gerenciar uma empresa da qual não se conhece nada sobre o produto?


A Eletricel vende produtos de material elétrico, e foi extremamente difícil fechar negócios com fornecedores, Sabrina errou muito e o desânimo veio. “Eu não conhecia nada, era um universo totalmente desconhecido para mim, pois o material elétrico para mim era lâmpada, interruptor, tomada fio e não era só isso”, diz.


Com a empresa dando passos para trás, começaram a ter dificuldade e o marido de Sabrina insistiu para que vendesse a empresa. Desanimada, Sabrina concordou e escreveu uma carta explicando sobre a empresa, apesar de ser um negócio novo, o pai havia conquistado muitos clientes, pois tinha mais de cinquenta anos de experiência no ramo.

A carta estava escrita e a decisão de vender a empresa tomada, porém ao olhar as redes sociais viu uma hashtag nas publicações da empreendedora e investidora Camila Farani, com a frase: Desistir não é opção. “Eu já acompanhava a Camila no Shark Tank e comecei a ver com mais frequência as publicações dela. É engraçado como tem frases que tem muito poder na nossa mente e aquela hashtag desistir não é opção ficou martelando na minha cabeça e pensei: eu preciso dar uma reviravolta”, relembra.


No final de 2020, Sabrina conseguiu uma mentoria com a mentora de negócios e carreira Aline Chelfo e fez muita diferença para prosseguir com seu negócio. Criou um site para empresa, mudou a logo, as estratégias e tudo que precisava mudar, é como se a empresa estivesse começando do zero novamente, agora com uma nova gestão. “A Camila e a Aline têm uma influência muito grande na minha vida e foram uma inspiração para que eu seguisse em frente”, diz.


A inspiração, influência e mentoria são importantíssimos para impulsionar pessoas, mas depende de cada um pôr em prática o que aprendeu e é exatamente isso que Sabrina está buscando. Os desafios são gigantes, precisou estudar muito, inclusive para aprender os termos técnicos dos produtos que eram desconhecidos por ela e lidar com uma clientela em que, na sua maioria, são homens. “No começo era muito difícil negociar, em estatal a maioria são homens que trabalham, muitos desmerecem por estarem negociando com uma mulher, é um ramo muito machista, mas eu estou tirando esse paradigma, graças a Deus agora está fluindo bem”, diz.


Sabrina fez um curso de eletricista para aprender mais sobre o produto e também iniciou na universidade o curso de Processos Gerenciais. Há dois meses, o marido também faleceu vítima da Covid-19, como uma mulher de fé, acredita que Deus a mantém de pé, dando forças para continuar e para o futuro sonha que a empresa seja reconhecida e a possibilite em oferecer uma vida mais estável para filha, não busca grandes riquezas, mas se tiver, saberá que é fruto do próprio trabalho.




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