LinkedIn: por que usar e boas práticas

Provavelmente você já ouviu falar sobre LinkedIn, mas se pergunta quais motivos devem te levar a estar em mais uma rede social. Falamos com uma especialista no assunto que explica as funcionalidades e a importância das empresas ficarem ativas nessa mídia.


DA REDAÇÃO ELAV - Estar antenado no digital se tornou algo essencial para os dias atuais. Quando alguém abre uma empresa, um dos primeiros pensamentos é criar uma conta nas redes sociais para divulgar um produto ou serviço. O LinkedIn é uma delas, e cada vez mais ganha espaço, porém ainda é pouco explorado por muitos profissionais, incluindo empreendedores.


Para te ajudar a entender melhor como começar e o que essa rede social proporciona, conversamos com Cléa Stolear, jornalista e especialista em LinkedIn que respondeu algumas perguntas para a equipe do Ela Vence e concedeu algumas dicas para você começar bem.


O que é LinkedIn e qual a importância para quem empreende?


O LinkedIn, que acaba de completar 18 anos, é uma rede profissional, com mais de 740 milhões de usuários no mundo, sendo 47 milhões só no Brasil – somos o 4º no mundo. A cada segundo 3 membros novos se inscrevem. Existem 55 milhões de empresas com páginas corporativas na plataforma. Ou seja, é o lugar ideal para se fazer networking. Ele é extremamente importante para quem empreende, pois pode gerar leads (ou seja, oportunidades de contato) e trazer mais negócios para quem está empreendendo. E isso é real. Mas é preciso esforço e dedicação para se tornar uma autoridade no assunto relacionado à empresa de cada uma.

Quais as vantagens de criar uma conta no LinkedIn, quais as suas funcionalidades?

O LinkedIn não é um currículo. Ele é muito mais do que isso. É um mundo de oportunidades. Criar uma conta na plataforma é se inserir no mundo dos negócios atuais. As funcionalidades são inúmeras. Você pode usar algumas funcionalidades pagas conforme suas necessidades, e com isso ter vantagens para o negócio. Hoje o LinkedIn oferece quatro pacotes: carreiras, negócios, vendas e contratação. Cada um tem um preço e uma funcionalidade. É possível testar por 30 dias grátis. Mas o que vale mesmo é participar da rede, estar sempre engajado e produzir conteúdo relevante.

Por que as empresas devem investir em uma página do LinkedIn?

Primeiro porque, se 55 milhões de empresas estão na rede, é porque ela traz resultados. O LinkedIn oferece hoje as Company Pages e as University Pages (para quem está na área educacional). Ter uma página corporativa atrativa, alimentada com bom conteúdo, engajada em causas importantes e que fale com o usuário ou cliente, é essencial para os negócios hoje em dia. Isso gera reputação positiva para as empresas.

Quais são as 5 dicas essenciais para quem quer começar a usar o LinkedIn?

1- É necessário, em primeiro lugar, ter sua página pessoal – e a de seus colaboradores - bem atrativa. Ela é composta por blocos e têm que estar todos preenchidos. Por exemplo, sua foto de capa, a cover photo e o título são imprescindíveis e serão notados por todos da sua rede. O seu “sobre” também é de extrema importância. Todo mundo lê. Escreva-o em primeira pessoa e conte quem você é. Use a linguagem que mais se aproxima a você.

2 - Acabe de preencher seu perfil com as principais experiências profissionais (é possível inserir fotos, clippings de matérias, enfim, uma parte visual que deixa o perfil mais atrativo), seu conhecimento acadêmico, prêmios, certificações e cursos, além de trabalho voluntário e idiomas que fala.

3 - O perfil pode estar em dois idiomas, como por exemplo, português e inglês. Se você lida com clientes estrangeiros, é importantíssimo ter o perfil em inglês ou espanhol.

4 - Se você já está empreendendo, abra uma Company Page. Deixe-a também bem atrativa, peça para seus colaboradores e conexões para seguirem sua página e vá construindo sua reputação.

5 - Insisto na tecla: conteúdo, conteúdo, conteúdo, e muito engajamento. Seja uma especialista em seu setor e escreva sempre, alimente suas páginas com posts relevantes, artigos de sua autoria, engaje em outros posts, dando likes e comentando, e suas chances de aparecer na rede serão ainda maiores.

Como você analisa o uso do LinkedIn por brasileiros, e quais são as expectativas dessa rede social para o futuro?

Como eu disse anteriormente, existem mais de 47 milhões de brasileiros na rede, somos o 4º do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Índia. Ou seja, a plataforma é extremamente relevante por aqui. Mas acho que os brasileiros ainda pecam por usarem pouco. Já ouvi de muita gente que tem vergonha de escrever, ou pedir uma recomendação. Não é preciso ter receio. O LinkedIn é um local para networking e precisa ser alimentado para que você e sua empresa apareçam na timeline de suas conexões. Se você ficar lá quietinho, ninguém vai te ver, você não vai construir relacionamentos e, consequentemente, não fará negócios.

Aliás, para fazer networking, é necessário se conectar a outras pessoas. Não hesite em pedir conexões. De preferência, mande um recado junto (isso só pode ser feito através do desktop) explicando o porquê de querer se conectar.

Acredito que a rede crescerá e terá ainda mais relevância no futuro. O LinkedIn está sempre inserindo novas funcionalidades para que as pessoas e as empresas apareçam e ofereçam seus serviços e produtos, como a realização de lives e stories. Cabe às pessoas utilizarem a plataforma da melhor maneira possível, deixarem de pensar que ela é apenas uma rede social e enxergá-la como uma geradora de negócios. Se acharem necessário, invistam em cursos sobre LinkedIn para terem ainda mais informações sobre a rede.

Cléa Stolear, 50 anos, é jornalista, pós-graduada em Marketing e tem especialização em tradução. Já foi dona de agência de comunicação, tendo atendido empresas de diversos segmentos, principalmente tecnologia. Há quase onze anos trabalha como autônoma. Em 2017 começou a estudar mídias digitais e se apaixonou pelo LinkedIn. Já fez vários cursos com professores consagrados como Cristiano Santos e Elis Monteiro. Atua hoje com comunicação corporativa e como “LinkedIner” (consultora e ghost writer de executivos e empresas) ajudando profissionais e organizações a tirarem o melhor proveito da rede.


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