Transforme sua colaboradora em “dona” do seu negócio

Se você quer ser bem-sucedida nos seus negócios, existem dois pontos essenciais na gestão de qualquer empresa: Pessoas e Processos. Com as pessoas certas, executando de maneira correta, medível e organizada, tanto o modelo de negócios, quanto o produto te acompanharão. As startups, por começarem suas estruturas com modelos extremamente enxutos e modelos horizontais de hierarquia e gestão, permitem que as pessoas participem diariamente da estratégia da organização, dando a elas liberdade dentro de seus papéis e criando um ambiente colaborativo. É o sentimento de pertencimento, de senso de “dono”, e isso meus caros, é extremamente poderoso e transformador. Aumenta os resultados e traz escalabilidade aos negócios. Empresas tradicionais já estão percebendo isso.


O Google, por exemplo, estimula que seus funcionários utilizem 20% do seu tempo na empresa pensando em qualquer tipo de inovação e, não necessariamente, que seja focado no que eles trabalhem. No final, as melhores ideias apresentadas participam de uma espécie de competição e são premiadas. Os colaboradores podem escolher que tipo de prêmio preferem: recursos financeiros ou uma promoção de cargo. A ideia do Google Chrome surgiu desse estímulo e hoje seu desenvolvedor ocupa um cargo estratégico na organização.


Isso se chama Accountability (ou traduzindo, responsabilização). O livro “The Oz Principle” (ou “O Princípio de Oz”), fala exatamente sobre obtenção de resultados e resume o termo em: “Ter senso (individual ou coletivo) de responsabilidade por resultados”. Ou seja, todos trabalhando por uma mesma causa que é o crescimento da empresa. Agora entenda bem o pensamento: esse conceito mostra que a essência da melhoria de resultados é colocar cada um da equipe no papel de responsável por cada resultado, e não encarregado por alguma atividade. O colaborador não é um mero executor, mas um planejador, um gerente de sua função.


O Accountability traz um outro conceito fundamental que é muito nítido na cultura das startups, que é ownership (ou sentimento de posse). Consequentemente, essa responsabilização traz aos colaboradores entusiasmo e estímulo a fazer sempre o melhor. É aquele velho ditado de: “o que te faz levantar da cama motivado todos os dias?”. Ele não pode ser delegado. Por quê? Porque é um sentimento individual. A lógica é: o meu sucesso será o sucesso de todos. Não há nada mais poderoso no mundo dos negócios que o intraempreendedorismo. A formação de novos líderes depende da aplicação dessa mentalidade.


A Endeavor lançou, esse ano, a pesquisa “Desafios dos Empreendedores Brasileiros”, com base em entrevistas com quase 1000 empreendedores brasileiros dos mais variados perfis. O estudo mostrou as principais áreas em que os empreendedores sentem mais “dor”. O desafio mais citado foi a formação de lideranças nas empresas. Quando perguntados sobre a aplicação de boas práticas de gestão, dentre 11 opções possíveis, os empresários citaram “ações de desenvolvimento de lideranças” como a segunda ação menos utilizada nas suas empresas. Portanto, empresas que já trabalham uma gestão mais holocrática, automaticamente no dia a dia já estão trabalhando a formação de seu novo corpo gerencial. Pois líderes são construídos durante toda uma carreira e, não quando se percebe a ausência de sucessores e se decide fazer.


Para que esse modelo seja bem aplicado, as organizações tradicionais também precisam mudar sua cultura. No entanto, esse atributo só será realmente aproveitado se a empresa tiver uma política inclusiva, e não de hierarquia rígida. Por isso, o primeiro passo começa no recrutamento. É selecionar as pessoas certas. Como? Identifique perfis que estejam alinhados com sua cultura, que comprem e gostem dos seus produtos ou serviços, que compartilhem com seus objetivos.


Outro ponto fundamental é a comunicação. Colaboradores com ownership devem ser instigados, e não, comandados. Nas startups e em hierarquias horizontais, as pessoas compartilham experiências e preocupações e trabalham de forma colaborativa. Um adapta a rotina do outro porque há uma troca constante. Não existe o “faça isso”, mas o “que funciona para mim, pode funcionar para você”. O sentimento de liberdade laboral e um ambiente propício influenciam diretamente os resultados.


Sendo assim, quanto mais cedo você provocar essa mudança nos seus comportamentos e no de seus colaboradores, alimentando a cultura “atitude de dono”, seus esforços serão diminuídos no futuro, pois seus colaboradores multiplicarão internamente essas ações. E o mais importante: isso te propiciará investir energias em novas estratégias e inovação. O Accountability propicia um dinamismo maior ao negócio, permitindo que processos e modelos se desenvolvam e escalem muito mais rápido.

12 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Feito por mulheres
para o crescimento

de mulheres

  • Facebook
  • Twitter
  • LinkedIn
  • Instagram
  • YouTube

#ElaVence feito de 🖤 por Camila Farani.